Parecia não pisar o chão – 3ª Edição

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  • Linguas
    • Portugués
  • Xénero
    • Ensaio
  • Editorial
    • Através
  • Autor
    • Carlos Taibo

Se nas biografas de Fernando Pessoa descontamos as partes que se referem às doenças mentais desta figura, aos heterónimos, à dimensão esotérica presente na vida e obra do poeta, ao diletantismo político ao qual tantas vezes se entregou e à sua condição de permanente fingidor, no melhor dos casos restam umas dúzias de páginas para examinar a condição material de um ser humano profundamente desgraçado e, ao mesmo tempo, e noutra dimensão, secretamente feliz. Este livro pretende mergulhar no que essas biografas consideram de menor relevo para estudar aspetos da vida de Pessoa que reclamam uma aproximação monográfca: o caráter do escritor, os seus afazeres quotidianos, o trabalho, a fama que alcançou, a posteridade que aguardava, os amores, as viagens, as fotografas, as línguas nas quais se expressou, a morte ou a sua relação com o país, a Galiza, no qual este livro está pensado.

Se para a maioria dos especialistas a vida de Pessoa é um simples acidente – a luz que nasce da obra e a necessidade paralela de a resgatar fizeram que o ser humano que estava por trás ficasse num discreto segundo plano –, por que não subverter o que assegura uma conhecida afirmação do poeta – «A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que toda a vida não basta» – e sublinhar o que está implícito, isto é, que a vida também aí está?

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Boulevar. Libraría y Edicións

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